A carreira bancária exige muito. Profissionais precisam de dedicação, atualização constante e experiência. Contudo, muitos bancários, especialmente os mais experientes, enfrentam um desafio silencioso e prejudicial: o etarismo contra bancários. Esta é uma forma de discriminação baseada na idade. Além disso ela pode minar a moral, a produtividade e até a saúde do profissional.
É fundamental que você, bancário, reconheça as nuances do etarismo. Além disso você precisa saber como proteger seus direitos. A justiça brasileira está atenta a essas práticas discriminatórias. Ela tem agido para combatê-las.
O etarismo contra bancários se manifesta de várias formas. Pode ser através de comentários pejorativos, desvalorização de profissionais mais velhos ou até mesmo a exclusão de oportunidades. Em muitos casos, bancos acabam pressionando funcionários experientes. Assim eles visam substituições por talentos mais jovens, muitas vezes com salários menores. Isso gera um ambiente de trabalho tóxico.
Pense no caso de uma bancária do Bradesco do Amapá. Ela sofreu por assédio moral e etarismo. Testemunhas confirmaram comentários discriminatórios em reuniões. Além disso diziam que ela “ganhava mais e produzia menos” por causa da idade. Mencionavam que ela estava “passando da idade”. O gerente geral, ao falar em “gente velha se aposentando que não consegue fazer”, olhava diretamente para ela. Colegas até brincavam, dizendo “pede para sair”.
Essas situações são inaceitáveis. Além disso elas caracterizam um tratamento depreciativo. Isso degrada o ambiente de trabalho. Causa abalos psicológicos em todos.
Bradesco não soube lidar com etarismo contra bancários (Foto: Divulgação)
Você pode estar sofrendo de etarismo contra bancários se:
Recebe comentários sobre sua idade, produtividade ou salário de forma pejorativa.
É comparado(a) constantemente com colegas mais jovens, de forma a desvalorizar sua experiência.
Perde oportunidades de promoção, treinamento ou novos projetos, sem justificativa clara, enquanto colegas mais jovens são beneficiados.
Sofre sobrecarga de trabalho ou tarefas desnecessárias, visando desgastar você. A bancária do caso, por exemplo, era escalada para atuar quase diariamente como preposta em ações trabalhistas. Assim isso tomava toda a manhã dela. Depois, o gerente reclamava de sua baixa produtividade.
Percebe um ambiente onde a idade é um fator negativo nas discussões de desempenho.
Esses sinais são importantes. Assim você precisa estar alerta. O assédio moral discriminatório baseado na idade é real.
Idosos bancários podem ajudar muito. Mas precisam de respeito (Foto: Divulgação)
A boa notícia é que o Judiciário Trabalhista está combatendo o etarismo contra bancários. Assim o Ministério Público do Trabalho (MPT) tem atuado fortemente. Eles buscam indenizações por dano moral coletivo. Isso acontece quando as práticas discriminatórias afetam toda a coletividade de trabalhadores.
No caso da bancária, o Banco Bradesco S.A. foi condenado. Assim ele terá que pagar R$ 100 mil de indenização por dano moral coletivo. O valor será revertido para fundos de amparo ao trabalhador. Isso mostra que a Justiça não tolera a discriminação por idade. A conduta assediante do banco criou um ambiente de trabalho tóxico. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) reconheceu isso. O TST confirmou a condenação.
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O ministro José Roberto Pimenta, relator do recurso no TST, foi claro. Ele afirmou que o que caracteriza o dano coletivo é a repercussão social. É um padrão de conduta repetido. Assim ele atinge a coletividade. Além disso a condenação serve como uma medida preventiva. Ela inibe novas práticas discriminatórias.
Se você é bancário e sente que está sofrendo etarismo contra bancários, não se cale.
Primeiramente, documente tudo. Anote datas, horários, quem estava presente, as frases ditas e os fatos. Além disso guarde e-mails e mensagens, se houver. Mas não basta isso.
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Em segundo lugar, se possível, converse com colegas de confiança. Assim você pode descobrir que outros passam pela mesma situação. A união fortalece a denúncia.
Por fim, e mais importante, procure um advogado especializado em direito dos bancários. Um profissional experiente saberá como analisar seu caso. Ele o orientará sobre os próximos passos. Ele moverá as ações cabíveis. Isso pode incluir uma ação individual ou, em casos mais graves, denunciar ao MPT.
Etarismo contra bancários: Conheça a lei e combata a discriminação por idade (Foto: Divulgação)
Seus anos de dedicação e experiência são um patrimônio. Eles merecem respeito e valorização. O etarismo contra bancários é uma realidade dolorosa. Mas você não está sozinho nessa luta. A legislação brasileira e os tribunais estão ao seu lado. Eles garantem seus direitos. Assim não permita que a discriminação por idade prejudique sua carreira e sua saúde.
Diante de situações como essa é importante o bancário conhecer seus direitos e procurar profissionais especializados em ações que envolvam bancos e instituições financeiras. O escritório Franklin e Corrêa Advogados Associados tem mais de 16 anos de experiência neste ramo atuando no Rio de Janeiro. Atendemos por Whats app pelo número (21) 96726-0734. Também funcionamos no telefone: (21) 2544-5542. Além disso pode nos procurar pelo e-mail contato@franklinecorrea.com.
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